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TCU indica dez obras rodoviárias para receber recursos com prioridade

Ao completar 30 anos, Fiscobras inova ao recomendar alocação em empreendimentos como o acesso a Porto Murtinho (MS) e a Ponte do Xingu (PA).

Atualizado em 22/10/2026 às 22:10, por Waldiney Ferreira.

O Tribunal de Contas da União (TCU) identificou dez obras rodoviárias prioritárias que precisam de cerca de R$ 520 milhões para serem concluídas até o final de 2027. Encabeça a lista o acesso à ponte internacional de Porto Murtinho, na BR-267, em Mato Grosso do Sul, cuja conclusão demandará quase R$ 280 milhões.

Outros dois empreendimentos na Região Norte vêm na sequência: a construção da ponte sobre o Rio Xingu (BR-230), no Pará, que necessita de mais de R$ 67 milhões; e a construção do trecho remanescente da BR-319, entre Manaus e a divisa do estado do Amazonas com Rondônia, que custará R$ 44 milhões. As regiões Nordeste, Sudeste e Sul também possuem empreendimentos citados.

A lista foi divulgada na sessão plenária desta quarta-feira (21/10) e encaminhada ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, e à Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO). O material busca orientar a alocação de recursos para que as obras sejam concluídas. A análise considerou aspectos como impedimentos à retomada, qualidade e maturidade de cada obra.

O trabalho faz parte do Fiscobras, plano de fiscalização anual de obras públicas do TCU que, em 2026, completa 30 anos. Nesta edição, o Tribunal fiscalizou 24 empreendimentos distribuídos nas cinco regiões do país. O total de recursos analisados é de R$ 6,1 bilhões. O TCU identificou 15 obras com indícios de irregularidade grave, com uma recomendação de paralisação – o metrô de Teresina (PI), cujos indícios de sobrepreço e duplicidades no orçamento aguardam deliberação do Plenário da Corte de Contas.

As obras analisadas são de responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). O TCU também pretende avaliar a aplicação dos critérios a outras áreas, como saneamento, Saúde, Educação, recursos hídricos e mobilidade.