Empresário é preso após tentar subornar agente do IBAMA durante fiscalização em Anapu (PA)
Suspeito teria oferecido R$ 100 mil para evitar autuação durante vistoria em madeireira; caso ocorreu durante a Operação Maravalha
Um empresário foi preso em flagrante após tentar subornar um agente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) durante uma fiscalização em uma madeireira no município de Anapu, no sudoeste do Pará.
O caso ocorreu na última quarta-feira durante a Operação Maravalha, ação que investiga irregularidades na cadeia produtiva da madeira na região amazônica. Segundo informações da fiscalização, o proprietário da empresa teria oferecido R$ 100 mil ao agente ambiental para evitar que o estabelecimento fosse autuado. Ainda de acordo com os fiscais, o empresário apresentou R$ 3.500 em dinheiro como adiantamento, momento em que recebeu voz de prisão em flagrante.

Após a detenção, ele foi encaminhado para a Delegacia da Polícia Federal em Altamira, onde deverá responder pelo crime de corrupção ativa.
Mais de 2 mil toras de madeira foram encontradas
Durante a vistoria na madeireira, os agentes do IBAMA encontraram cerca de 2.200 toras de madeira armazenadas no pátio da empresa. De acordo com a equipe de fiscalização, parte do material apresentava indícios de irregularidade, como:
ausência de identificação oficial
falta de documentação de origem
ausência de comprovação de legalidade
A situação levanta suspeitas de possível exploração ilegal de madeira.
Operação investiga cadeia produtiva da madeira
A fiscalização faz parte da Operação Maravalha, conduzida pelo IBAMA para combater crimes ambientais relacionados à exploração e comercialização de madeira na Amazônia.
Entre os principais objetivos da operação estão:
combater a exploração ilegal de madeira
fiscalizar empresas do setor madeireiro
proteger áreas de preservação ambiental
impedir crimes em terras indígenas
Multa administrativa
Além da prisão do empresário, o IBAMA aplicou uma multa administrativa de R$ 100 mil pela tentativa de obstrução da fiscalização ambiental.
O caso agora segue sob investigação da Polícia Federal, que poderá aprofundar as apurações sobre possíveis crimes ambientais ligados à atividade da empresa.








